A maioria dos mercados internacionais opera no campo
negativo na primeira sessão da semana, em um movimento de realização de
lucros após as altas apuradas na última semana. O Ibovespa futuro, por
sua vez, acompanha a tendência externa e também recua, diante da
continuidade da safra de divulgações de balanços corporativos referentes
ao 1º tri/13.
Nos EUA, de acordo com os dados divulgados pelo
Departamento de Comércio as vendas no varejo avançaram 0,1% em abril,
ante queda de 0,5% em março, resultado acima do esperado pelo mercado
(-0,3%). Ao excluir os automóveis, as vendas no varejo recuaram 0,1%,
também melhor do que a previsão média (-0,2%). Ainda na agenda de
divulgações norte-americanas, mais tarde (11h00, horário de Brasília)
será informado o nível de estoques das empresas referente a março.
Na China, as vendas no varejo avançaram 12,8% em
abril, em relação a igual mês do ano anterior, depois de um aumento de
12,6% em março, na mesma base de comparação. Na comparação com o mês
anterior, a alta do indicador foi de 1,23%.
No velho continente, hoje não está prevista a
divulgação de nenhum indicador econômico relevante. Na semana, destaque
para o Índice ZEW de sentimento econômico, previsto para ser divulgado
amanhã. Além disso, na quarta-feira serão conhecidos os Produtos
Internos Brutos preliminares referentes ao 1º tri/13 das principais
economias europeias.
Por aqui, o Bacen divulgou a Pesquisa Focus, com as
expectativas relevantes do mercado quanto aos indicadores da nossa
economia. Nesta semana, a expectativa para alta do IPCA ficou em 5,80%,
avanço em relação aos 5,71% previstos na última semana. A meta da taxa
Selic também ao final deste ano permaneceu estável em 8,25% ao ano,
assim como a taxa de crescimento do PIB, em 3,00% para 2013.
No âmbito corporativo, a Gafisa registrou prejuízo
líquido de R$ 55,5 milhões no 1º tri/13, aumento de 76% na comparação
com igual período de 2012, quando havia reportado prejuízo líquido de R$
31,5 milhões. A receita líquida da companhia somou R$ 668,6 milhões,
queda de 20% ante o resultado de R$ 831,7 milhões na mesma comparação.
No
encerramento da semana a análise do gráfico diário do Ibovespa mostrava
uma realização provocada pelo teste na reta de resistência de baixa, com
objetivos em 54.550 e 54.050 pontos, ou seja, uma retração de 50,0% e
61,8% (Fibonacci) em relação ao repique iniciado em abril. Em caso de
perdas destes apoios teóricos, aumentariam as possibilidades de
acontecer novo teste no fundo formado em 52.391 pontos. Isto porque o
índice ainda não quebrou o padrão baixista de formação de topos e fundos
em níveis cada vez menores, desde que assumiu esta trajetória
descendente mais rápida, a partir de janeiro.
Lembramos que o Ibovespa é um índice, ou seja, reflete apenas o comportamento misturado das ações líderes.
Bom dia e bons negócios!







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